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Abraham Lincoln, John F. Kennedy (JFK), Martin Luther King & Bobby Kennedy

Alexandrina, xilogravura a pedido de Louis Agassiz

Meu último post para a SOUL ART (“Black Lives Matter: What the World Needs Now Is Love”) associa o movimento pelos direitos civis dos afrodescendentes, frente à brutalidade policial mundo afora — nos Estados Unidos, no Brasil, onde quer que seja. O objetivo é fazer uma associação entre o pessoal do Black Lives Matter (Vidas Afrodescendentes Importam!) e a canção composta por Burt Bacharach, What the World Needs Now Is Love, não sendo o amor nem sequer um sentimento, mas, como tento argumentar no texto, uma espécie de baliza para o comportamento no mundão véio. A “regra de ouro”, base da filosofia prática de Immanuel Kant, consiste, numa formulação positiva, em tratar os outros como se gostaria de ser tratado. Espero fazer ressoar aqui a ideia motriz de que a verdadeira amizade consiste em tratar o próximo como amigoa quem podemos criticar sem ferir seus sentimentos, sem que ele fique melindrado por isso. Trata-se do famoso princípio do uso público da razão, que às vezes pode ser um tanto doído, tanto para mim, quanto para você, meu amigo. É um discurso piegas, mas ser blasé num mundão violento e cruel e dizer que o amor não é a resposta para nada é se perder. Retomando a palavra “amizade”, notem que amicitia, no latim, é substantivo parente tanto de amīcus (“amigo”), como este do verbo amō (“eu amo”), amare (infinitivo latino, “amar”).

Então se você pensa que eu o vejo como inimigo, você está redondamente enganado, amigão!

Ao texto na SOUL ART (“Black Lives Matter: What the World Needs Now Is Love”):

Abraham Lincoln, porém, será apenas um dos constituintes de um quarteto, que numa canção de uma figura estranha como a do cantor Dion (logo acima, aperte o play!), sintetizou a luta pela igualdade entre os homens. A segunda figura a aparecer será a de John F. Kennedy (JFK), a terceira a de Martin Luther King e a quarta a de Bobby Kennedy. Por quê? Ora, porque eles, mesmo que, se se quiser, corruptos, foram homens que lutaram por toda sua vida pela dignidade humana e, em alguma medida, foram assassinados por isso. O caso de Lincoln é sintomático: foi alvejado por um simpatizante dos confederados insatisfeito com o resultado da vitória da União contra a “independência” ou secessão dos estados confederados do sul (escravistas e economicamente atrasados).